WordPress Theme

Notícias

14 de Agosto de 2014

6 motivos para beber cerveja


 Pesquisadores americanos e europeus revelam benefícios surpreendentes do uso da cerveja. Mas sempre para quando o consumo é feito em quantidades moderadas e com periodicidade regular, pois, atenção: mais de dois copos por dia pode causar efeitos mais que nocivos. “O álcool em quantidades moderadas é um dos maiores protetores cardiovasculares.” Para formular essa afirmação, o médico Lara baseia-se na pesquisa conhecida como Adelaide (nome lembrado em referência à cidade onde foi realizada), feita na Austrália, com cerca de 85 mil pessoas de idades variadas, durante 30 anos, que se tornou pedra angular e fonte de estudo para as experiências científicas relacionadas aos benefícios do álcool para a saúde. “A pesquisa constatou que, naqueles que faziam uso de bebida alcoólica em relação aos abstêmios, houve diminuição de até 80% nos riscos de AVC, infarto ou acidentes cardiovasculares, como a trombose. Isso porque o álcool melhora a saúde arterial, conta o especialista. Mas outras características da bebida podem ser benéficas. Confira:

Vitaminas

Embora o benefício da cerveja seja mais amplamente explorado pela literatura científica quando relacionado à saúde cardiovascular, a cerveja contém algumas vitaminas, entre as quais merecem destaque as do complexo B. Algumas delas são responsáveis por sintetizar moléculas de lipídio e queimar carboidratos, outro motivo pelo qual a bebida pode ser apontada como uma protetora do coração.

Rica em antioxidantes

Compostos fenólicos e antioxidantes presentes em seus ingredientes (cereais e lúpulo) se relacionam com a saúde cardiovascular. O principal composto fenólico (o ácido ferúlico) traz benefícios como a manutenção de níveis saudáveis de colesterol e proteção contra o risco de câncer e diabetes. O ácido fólico aparece como um dos constituintes da bebida, e é responsável pela regulação dos processos celulares e a síntese do DNA.

Tem boa combinação de minerais

Cerveja também possui uma quantidade considerável de magnésio (até 12% das quantidades diárias necessárias), mineral que tem função essencial na contração muscular e na composição sanguínea. O líquido detém ainda quantia razoável de potássio. Em associação, esses dois minerais são componentes tão importantes quanto o cálcio para a manutenção de bons níveis de densidade óssea, segundo o nutrólogo Lara, vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran).

Favorece o equilíbrio gastrointestinal

Seu processo de fermentação insere probióticos à composição. “Tais elementos favorecem o equilíbrio desse sistema, evitando que patógenos se multipliquem”, explica o médico Lara. Ele acrescenta que a competição enteropatogênica criada por esses probióticos regula a ação da bactéria helicobacter pylori, cuja ação infecta a mucosa estomacal, podendo causar úlceras, gastrites e alguns tipos de câncer.

Menos calórica

“Cerveja tem menos açúcar do que o vinho tinto, refrigerante e uísque”, diz Lara. “Quando comparada ao vinho, em quantidades iguais, tem menos calorias. Mas lembre-se: em uma festa, consome-se mais cerveja do que vinho, o que pode deixar as calorias equivalentes ou maiores”, diz a nutricionista Natalia Bonissi Gonçalves (SP). O aporte calórico é de cerca de 90 kcal (em cada 200 ml); a mesma quantidade de vinho tem 150 kcal.

Fonte de carboidrato complexo

“A quantidade de até duas doses de cerveja é aceitável pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para pessoas saudáveis, não representando desencadeador de acúmulo de gordura abdominal”, diz a Natália. Ela explica que os carboidratos presentes na bebida são provenientes de seus cereais e, dentro de uma alimentação equilibrada, até contribuem para o alcance da recomendação diária de energia sem prejudicar a saúde.

Cerveja, não é água não!
Embora pareça um ingrediente inofensivo, o teor alcoólico da cerveja (de 3 a 9% de sua composição) pode levar à desidratação, se ela for ingerida em exagero. Por esse motivo, pesquisadores divergem de opinião quando a cerveja é apontada como boa fonte hídrica. O excesso de álcool leva à elevada ação pancreática, o que faz que a insulina circulante crie mais gordura corporal. Sobre contraindicações, a recomendação geral é de que a cerveja seja evitada por quem possui hipertensão, diabetes, problemas hepáticos e pancreáticos. Pessoas com enfermidades psiquiátricas não podem fazer uso de álcool. Todos os dados aqui apontados partem de experiências de consumo equilibrado. “Nada adianta beber muito apenas no final de semana. Os benefícios aparecem se o consumo for feito rigorosamente como descrito nos estudos”, sintetiza Lara.

Fonte: Revista Viva Saúde